domingo, 17 de fevereiro de 2013

Serie da Folha de SP, mostra cidade (brasileiras) industriais ou que tem pontecial logísitco.

Serie da Folha de SP, mostra cidade (brasileiras) industriais ou que tem pontecial logísitco.

Depois de grãos e remédios, Anápolis (GO) vira "hub" central

Cidade industrial desde a década de 1970, Anápolis (GO), a 55 km de Goiânia e 160 km de Brasília, busca se consolidar como um centro de distribuição e transportes. 

Esse potencial logístico vem de sua localização, no centro do país, que já faz projetos de infraestrutura saírem do papel e tem estimulado empresas a erguerem lá suas plataformas de distribuição.
A cidade se consolidou como polo produtivo, a partir de isenções fiscais, com a implantação do Daia (Distrito Agroindustrial de Anápolis), em 1976. A partir da década de 1980, tornou-se polo farmacêutico, com sete empresas do ramo.
Agora, com crescimento médio de 17% ao ano, se prepara para mais uma virada.
Em meados de 2014, deve ganhar um aeroporto de cargas, obra do governo estadual de R$ 140 milhões, e o terminal da ferrovia Norte-Sul, que interligará o porto de Itaqui (MA) ao Porto Seco do Centro-Oeste, sediado em Anápolis, com movimentação de US$ 1,9 bilhão em 2012.
Hoje, o transporte de cargas é feito pela BR-153 e pela ferrovia Centro-Atlântica. São previstas obras para uma plataforma que interligará os vários meios de transporte, consolidando a característica de "hub" (a conexão entre várias partes de uma rede).
"A cidade hoje tem característica de entroncamento", afirma Antônio Gomide (PT), prefeito de Anápolis.
O Grupo Hypermarcas foi um dos que apostaram no potencial logístico de Anápolis. Em 2011, o grupo levou toda a operação para a cidade. A mudança envolveu investimentos de R$ 115 milhões e gerou 2.500 empregos.
Hoje, medicamentos como Atroveran, Benegrip, Doril, Engov e Merthiolate, além dos genéricos da marca, são produzidos na cidade e distribuídos para o país.
Com 90 mil m², a fábrica tem capacidade produtiva de 10 bilhões de unidades por ano e teve, em 2012, faturamento de R$ 2,8 bilhões até o terceiro trimestre.
A Roche também mantém seu centro de distribuição na cidade desde 2005. Os insumos são importados por Anápolis e enviados para o Rio. Prontos, os remédios retornam para Anápolis, de onde são distribuídos. O centro de distribuição otimizou a logística, afirma Giacinto D'Ettor-re, diretor de finanças.
A Hyundai Caoa deve investir R$ 900 milhões em uma nova fábrica e também estuda distribuir alguns produtos a partir da cidade. 

Fonte: Folha de SP


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